Guia de Fazendas

Fazenda Piravevê

Touros brangus - Fazenda Piravevê (Foto: Thaiany Regina / Rural Centro)

Atividade: Pecuária (cria, recria e engorda), venda de animais brangus selecionados geneticamente.
Raça: Brangus
Cidade: Angélica
Região: Mato Grosso do Sul
País: Brasil
Telefone: (67) 3346 1101 / 9925 7162 / 8122 8262
E-mail: brianza@brianza.us

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Para satisfazer compradores, seleção racional de animais brangus

Chegando à Fazenda Piravevê, em Angélica-MS (264 km da capital Campo Grande), logo se
percebe uma diferenciação de seus animais. Apenas uma fita separa cada lote de outras áreas. Sinal de que há disponibilidade abundante de alimento também demonstra a docilidade dos bovinos da raça brangus, cuja seleção começou há mais de 15 anos. A raça foi escolhida conforme o perfil do pecuarista, o italiano Adélio Crippa, que afirma: “toco meus negócios sem emoção, mas sim com razão. Meu produto atende quem compra”, simplifica Crippa.

Em 1997 nasceram os primeiros animais meio sangue angus e nelore e, um ano depois, já
era possível notar o incremento de qualidade na cruza. “A carne é diferente, com gordura
entremeada, que a torna saborosa e macia. Os animais nascem com umbigo corrigido, o
manejo é mais fácil e a precocidade sexual é incrível. Com oito meses algumas fêmeas já estão ciclando. Se quiséssemos, daria para enxertar até com 14 meses”, conta Joaquim Antônio Pires, capataz geral da Fazenda Piravevê. A propriedade realiza o ciclo completo da pecuária – cria, recria e engorda. O manejo reprodutivo da fazenda utiliza estação de monta curta, entre novembro e fevereiro, com 100% das matrizes inseminadas e depois é feito repasse com tourinhos produzidos na própria fazenda. Quem garante o melhoramento da seleção genética é o Geneplus, programa administrado pela Embrapa Gado de Corte. A renovação das matrizes ocorre geralmente quando elas atingem idade próxima aos 12 anos, mas como explica Joaquim, “descartamos porque temos que renovar o plantel, mas parindo todo ano, quem quer descartar?”, indaga o boiadeiro.

Em visita a uma das áreas de descanso da Fazenda Piravevê, pudemos comprovar a habilidade materna das fêmeas selecionadas. Ali repousavam 90 vacas com crias nascidas entre novembro e dezembro, as mais recentes da propriedade. O escore corporal respondeu bem às pastagens boas e à genética de sobra e não se via nenhuma costela aparente nas vacas, apenas o úbere cheio. Hoje o plantel da raça brangus da fazenda é formado por 1500 matrizes, que são criadas 100% a pasto.

O período entre a desmama e o sobreano é usado para selecionar matrizes e touros brangus. Os animais que são descartados após a avaliação são recriados a pasto, utilizando alimentação proteinada apenas no inverno, logo após a desmama, e na sequência vão para engorda a pasto ou no cocho, em confinamento dentro da própria fazenda. A pastagem é formada por MG5 e Brizantha Marandu e, como há rotação com agricultura, o solo é reformado de seis em seis anos. A divisão em piquetes de sete hectares permite distribuir bem os animais, que têm disponibilidade de pastagens verdes durante boa parte do ano. “Quando engordamos a pasto, terminamos novilhos precoces com até 20 arrobas sem um grão”, conta o capataz geral Joaquim Pires.

Confinamento na Fazenda Piravevê: 7 cm de cocho por animal – não, não é erro de
digitação!


A estrutura construída e usada para confinar o gado da Fazenda Piravevê é algo raro de se
ver no Brasil. O pecuarista italiano, que trabalhava no setor de pesquisa industrial na Europa,
trouxe alguns ensinamentos para as terras tropicais e inovou sua terminação de novilhos
precoces e superprecoces da raça brangus. São oito piquetes, quatro de cada lado de uma
passarela elevada a cerca de 1,7 m dos cochos, por onde passa a carreta com silagem de
sorgo misturada com concentrado de farelo de soja e milho.

Cada piquete tem 10 m de largura e comprimento que varia entre 100 e 120 m,
comportando em média 60 animais. O cocho, de 4,2m de largura com sete vagas de 60 cm é
o que mais chama a atenção: por causa do revezamento dos animais, a média de espaço por animal é de 7 cm. Veja abaixo as características dessa estrutura:

- Sendo a passarela é elevada em relação ao cocho, não há possibilidade do animal jogar a
comida para fora, evitando desperdício;

- Como a estrutura é compacta (7 cm/animal) e o custo menor, o pecuarista investiu em
construir coberturas para os cochos, ou seja, a chuva não prejudica a qualidade da silagem,
permitindo ao animal alimentar-se sem interrupção.

- A telha da cobertura tem no centro seu ponto mais alto, fazendo assim com que a água
escoe pelas canaletas para os lados do cocho e não caia sobre a traseira do animal;

- Dois metros atrás do cocho, uma tora paralela a ele fica suspensa a uma altura pouco maior que a dos animais e evita que haja sodomia;

- Compondo a parte frente do cocho, uma borracha flexível (dessas que ficam atrás de pneus
de caminhão), evita o desperdício de alimento pelo fato de impedir que a comida caia do
cocho pela parte da frente. Dessa maneira, o animal, no ato de alcançar a comida, empurra a
borracha e o alimento estocado cai para o fundo do cocho;

- Acima dessa borracha, uma viga sustenta caibros cilíndricos, que dividem o espaçamento
do cocho em forma de canzil. Assim, sempre há espaço lateral entre um animal e outro que
come. Deste modo, o animal que quiser comer entra neste espaço, cutuca aquele que está
comendo ao lado e toma o seu lugar, fazendo assim um revezamento. A prova que não tem
restrição alimentar é o consumo médio por dia: de 2,8 a 3% do peso vivo do animal me MS/
dia;

- Em volta dos oito piquetes, um bosque de eucaliptos fornece sombra e protege a área de
confinamento dos ventos e chuvas fortes.

- Os tratos diários alimentares são três: 7h30, 12h e 15h, este último servindo três carretas

O modo como é feita a terminação do gado e o melhoramento genético feito pelo Geneplus
dão, literalmente, peso à Fazenda Piravevê: uma seleção comprovada dos animais e, o mais
importante, a aprovação de quem compra.  


Veja abaixo a reportagem em vídeo sobre a Fazenda Piravevê:


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