Guia de Fazendas

Bonsmara Beef

(Foto: Divulgação / Bonsmara Beef)

Atividade: Abate em torno de 500 animais/mês durante todo o ano, advindos de dez produtores selecionados dos estados de SP, PR, MS, GO e MT. A marca tem interesse em buscar novos parceiros para o programa.
Raça: Bonsmara
Região: SP, PR, MS, GO e MT
País: Brasil
Telefone: (14) 9744 9353
E-mail: roberto.barcellos@bonsmarabeef.com.br
Site: http://www.bonsmarabeef.com.br/

Talhada pela ciência
 

Produtores da raça Bonsmara desenvolvem projeto que garante agregação de valor ao produto final e premiação aos pecuaristas que abatem dentro das especificações.
 

Informe publicitário
 

Em 1937, um pesquisador chamado Jan Bonsma iniciou seus estudos para criar uma nova raça bovina, que pudesse transmitir qualidade de carne através da reprodução a campo, com eficiência produtiva. Surgiu em 1943 o Bonsmara, bovino composto por 5/8 de sangue da raça Afrikaner e 3/8 de Bos taurus. O cruzamento foi assim definido para que os reprodutores tivessem pele mais fina do que a dos animais resistentes ao frio, dissipando com mais eficiência o calor dos trópicos e imprimindo nos bezerros a qualidade de carne dos taurinos.
 

O Bonsmara instalou-se no Brasil em 1997 quando os primeiros embriões da raça chegaram da África do Sul, pouco depois do fim do regime do Apartheid. Os animais nascidos atenderam em cheio as expectativas dos criadores brasileiros, que buscavam um touro sem sangue Zebu, que trabalhasse bem nas condições de clima, produzindo bezerros com muita heterose e carne de alta qualidade. A partir das características de maciez, sabor, suculência e coloração, a marca Bonsmara Beef exigiu padrão no sistema de produção e nos cortes e agregou valor ao produto.
 

O profissional responsável por organizar o sistema produtivo é o engenheiro agrônomo Roberto Barcellos, da Beef&Veal Consultoria. Ele afirma que a única maneira de padronizar características organolépticas (aquelas percebidas pelos sentidos humanos) da carne bovina é manter-se fiel ao seu sistema de produção. “Portanto, um programa que integra a cadeia produtiva é melhor que as marcas de carne que nascem no curral do frigorífico, com uma heterogeneidade típica da pecuária brasileira”, relata o consultor.
 

A padronização começa pela raça, depois pelo grau de sangue de possíveis cruzamentos, peso, idade de abate, acabamento e nutrição dos animais fornecedores de carne. Os cruzados devem ter 75% de sangue Bonsmara ou podem ser tricross (25% Angus, 25% Nelore e 50% Bonsmara). São abatidos machos castrados e fêmeas, com no mínimo 20 e no máximo 36 meses. Os animais são terminados após passarem 90 a 100 dias no confinamento, consumindo dieta de alta densidade energética, em que o caroço de algodão é proibido e 30% do NDT (nutrientes digestíveis totais) devem ser provenientes de amido, auferindo deste modo o acabamento e gordura entremeada que caracterizam a marca e fidelizam os clientes.
 

Mas em um programa devidamente integrado, não só o varejo e o consumidor final se beneficiam. Para incentivar os pecuaristas a entregarem animais no padrão de qualidade exigido, o projeto Bonsmara Beef paga um prêmio sobre o preço da arroba. Machos e fêmeas, conforme as especificações de idade, peso e acabamento da carcaça, recebem uma bonificação de até 15% sobre o preço da arroba do boi gordo formado pelo Cepea para o local de origem.
 

Para alcançar a qualidade desejada, os fornecedores do Bonsmara Beef têm acompanhamento garantido durante todas as etapas, da produção até o abate. Assim, as carcaças são identificadas na indústria e acompanhadas dede a desossa até a rotulagem e embalagem final.
 

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